1 · Via aéreaO₂ de alto fluxo (máscara não-reinalante 15 L/min). IOT se GCS ≤8, FR >35, SpO₂ <90% com O₂ alto fluxo. Atenção: IOT no choque → perda do drive simpático → hipotensão pós-intubação — ter noradrenalina pronta antes. Indução: etomidato 0,3 mg/kg ou cetamina 1,5 mg/kg (menos depressores). Evitar propofol.
2 · Acesso2 acessos periféricos calibrosos (14–16G). Acesso central se periférico difícil ou vasoativo necessário. Monitor: ECG contínuo, SpO₂, PA invasiva ou PANI frequente, sonda vesical.
3 · ExamesLactato sérico (urgência) · gasometria arterial · hemograma · coagulograma · função renal/hepática · glicemia · troponina + BNP · ECG · RX de tórax portátil · hemoculturas ×2 se sepse suspeita (antes do ATB). POCUS é o exame mais rápido para diferenciar os tipos — protocolo RUSH em 2–3 min (seção 8).
4 · VolumeSe não cardiogênico/obstrutivo: SF 0,9% ou Ringer lactato 500 mL IV em 15–30 min. Reavaliar após cada bólus. Guiar pela resposta — nem todo choque precisa de 30 mL/kg.
5 · CausaTratamento definitivo é da causa: antibiótico no séptico · cirurgia no hemorrágico · reperfusão no cardiogênico · pericardiocentese no tamponamento · toracocentese no pneumotórax tenso · anticoagulação/fibrinólise no TEP.
Testes dinâmicos (superiores a PVC isolada)
Passive Leg Raising: elevar as pernas a 45° por 1 min → equivale a bólus de 300 mL. Aumento de DC >10% = responsivo. Variação de pressão de pulso (PPV): em VM com VT ≥8 mL/kg e ritmo sinusal, PPV >13% = responsivo (não válido em FA ou respiração espontânea).
POCUS — coração, pulmão e VCI
VCI: colapso inspiratório >50% = hipovolemia provável · distendida sem colapso = hipervolemia ou tamponamento. Pulmão: linhas B bilaterais = edema pulmonar · pulmão seco = distributivo/hipovolêmico. Coração: hiperdinâmico = distributivo · hipodinâmico = cardiogênico · colapso de VD = tamponamento/TEP.